No final de 2015, o governo estadual de São Paulo declarou que iria começar um processo de realocação de estudantes e de fechamento de mais de 90 escolas. Na época, eu, mulher negra com 18 anos no 3º ano do ensino médio, morava no Jd. Jaqueline, periferia da zona oeste de São Paulo, e saia de casa todos os dias duas horas antes do horário de início da aula para conseguir me deslocar até a Escola Estadual Fernão Dias Paes, em Pinheiros, a tempo de assistir a aula. Pessoalmente, essa decisão do governo faria com que eu tivesse que voltar a estudar nas escolas do meu bairro, que se assemelhavam mais com uma cova onde descansavam as esperanças dos estudantes da periferia de um dia entrarem na faculdade. Perspectiva de continuidade dos estudos: zero.Luta de Classes na Era da Depressão
Não é preciso entender muito de psicanálise para saber que vivemos a Era da Depressão. Nossa sociedade doente está adoecendo os corpos e as subjetividades das pessoas. Sobretudo das mulheres, sobretudo do povo negro e, principalmente, da juventude.
A importância do materialismo histórico-dialético de Marx e Engels
O materialismo histórico-dialético foi desenvolvido por Marx e Engels com a finalidade de proporcionar uma compreensão concreta da realidade material e desenvolver uma verdadeira filosofia da práxis.
A Operação Lava Jato e os objetivos dos EUA para América Latina e Brasil
Os Estados Unidos da América atingiram seu principal objetivo estratégico, eleger lideres políticos favoráveis aos objetivos americanos.
Uberização: desafios laborais e sociais
A uberização trouxe consigo poderosas campanhas de promoção e marketing cuja mensagem ultrapassou os mais ambiciosos sonhos neoliberais. Nesta mensagem, a atividade econômica passava a ser o ‘encontro’, mediado por plataformas eletrônicas.
Formar quadros é mais do que necessário!
Formar os quadros é preciso, é preciso pois, precisamos de mulheres e homens revolucionários e conscientes, ou seja, precisamos de intelectuais orgânicos no verdadeiro sento gramsciano, intelectuais que lutem, revolucionários de teoria é prática!
sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020
A primavera secundarista em retrospectiva
No final de 2015, o governo estadual de São Paulo declarou que iria começar um processo de realocação de estudantes e de fechamento de mais de 90 escolas. Na época, eu, mulher negra com 18 anos no 3º ano do ensino médio, morava no Jd. Jaqueline, periferia da zona oeste de São Paulo, e saia de casa todos os dias duas horas antes do horário de início da aula para conseguir me deslocar até a Escola Estadual Fernão Dias Paes, em Pinheiros, a tempo de assistir a aula. Pessoalmente, essa decisão do governo faria com que eu tivesse que voltar a estudar nas escolas do meu bairro, que se assemelhavam mais com uma cova onde descansavam as esperanças dos estudantes da periferia de um dia entrarem na faculdade. Perspectiva de continuidade dos estudos: zero.




